segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Blog entrevista José Antônio de Lima, da Exbras, que foi, pela primeira vez, em uma missão comercial da Fecomércio

Pela primeira vez, o empresário José Antônio de Lima, 48, participou de uma missão empresarial da Fecomércio-PE. Formado em Direito pela Unicap, Antônio começou a trabalhar com manutenção de extintores de incêndio em 1984 e só agora teve a oportunidade de viajar para fora do país e conhecer uma nova realidade, totalmente diferente da que tá acostumado, na correria do dia a dia de trabalho, em Prazeres. Nesta entrevista exclusiva para o Informe Fecomércio-PE, Antônio conta como foi a sua viagem à China. Boa leitura!.

Informe Fecomércio-PE (IF) - Pela primeira vez, você participou de uma missão empresarial da Fecomércio-PE. O que levou você a ir à China e o que achou de ter conhecido “o outro lado do mundo”? 

José Antônio de Lima (JAL) - Sim, foi a primeira vez e espero que outras missões tão importantes e interessantes como foi essa possam acontecer e certamente irei, se possível. Na verdade, nunca tive expectativa de atrair outros investimentos ou conhecimentos externos, pois não tinha noção dos diferenciais, não somenteem termos de tecnologia, como também de qualidade, preço e a grande perspectiva comercial que vi na China. Quando, em conversas com colegas e amigos, falava sobre a China a minha expressão era das mais simples e ignorantes possíveis, hoje minha postura é testemunhal e inversa à anterior. Acho até que se o mundo não for acometido por nenhuma anormalidade, certamente a China daqui a mais ou menos uns 20 anos será dona do mundo, ou seja, será a maior potência mundial em todos os aspectos. Até acredito que só precisaria hoje a China vender todas as suas reservas/dólar e adotar o euro, certamente o mundo ou parte dele iria se dissolver pelo tamanho estrago. O trabalho feito pela Fecomércio-PE eu somente tinha conhecimento pré forma, não imaginava a importância deste trabalho, deste estreitamento comercial que é desenvolvido pela instituição. O professor Josias Albuquerque está de parabéns. Fiquei tão curioso e interessado que comecei a ler e pesquisar sobre a China e sobre as outras missões comerciais já feitas pela Fecomércio-PE.

IF - Seus objetivos foram alcançados? 
JAL – Sim. E muito além da minha expectativa.

IF - Pretende voltar à China?
JAL - Certamente, principalmente, é claro, depois das primeiras importações.

IF – Para você, que nunca viajou para fora do país, como foi negociar com os chineses? Você teve alguma dificuldade?

JAL – Foi muito difícil, já que nunca fiz nada parecido, não sei falar outros idiomas, não sou conhecedor das origens chinesas, enfim, foi muito delicado e complexo para mim. Pior, certamente, seria se não tivesse o apoio e o acompanhamento da Fecomércio-PE, que nos deu toda infra estrutura de pessoal e comercial. Sem esse apoio, certamente, seria impossível ter feito uma viagem dessa.

IF - No seu ramo, os chineses são os melhores parceiros?
JAL – Desconheço essa informação. Até onde sei são diferentes em todos os aspectos da gente, do nosso negócio aqui.

IF - Pretende voltar a participar de outras missões da Fecomércio-PE?
JAL - Sim, essa experiência me fez ter uma outra noção das perspectivas e estreitamentos comerciais que essas missões poderão nos trazer/beneficiar.

 “O segredo foi nunca desistir”, Antônio Lima

A ideia de montar uma empresa de manutenção de extintores de incêndio nasceu de conversas despretensiosas entre Antônio, na época com 22 anos, um vizinho e o zelador do prédio onde morava no bairro de Boa Viagem/Setúbal. Numa certa noite, lembra Antônio, ao chegar das aulas do curso de contabilidade, após um dia de trabalho em uma transportadora, onde era empregado como calculista, Antônio comentou que um dia teria o seu próprio negócio.

O zelador, que já tinha trabalhado numa empresa de extintores de incêndio, convenceu o jovem aspirante a empresário que este ramo era o ideal. Pois bem, ele já sabia em que iria investir no negócio, mas faltava o principal: dinheiro. Juntos, separaram algumas ferramentas e montaram uma oficina de conserto de extintores na casa do zelador, que morava na favela da Borborema, no bairro de Boa Viagem. Formaram assim uma sociedade, tiraram um talão de pedido e foram em busca de clientes na redondeza, isso em 1984.

Naquela época, somente o zelador detinha o conhecimento do negócio. Os pedidos foram aumentando e o espaço ficou pequeno. Alugaram então uma casa em uma das principais vias do município do Jaboatão dos Guararapes, na Avenida Dr. Júlio Maranhão. Estava criada assim a Exbras, com investimento inicial equivalente a R$ 500,00, hoje. Como todo início de negócio bastante duro, os dois sócios, insatisfeitos com muito trabalho e pouca remuneração, largaram o trabalho.

Antônio incluiu a sua mãe na sociedade, investiu mais R$ 1.500,00, credenciando-se junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). "Alguns dias me faltava até dinheiro para a passagem do ônibus. Descia pela traseira. Me empenhei e consegui construir meu espaço. O segredo foi nunca desistir e sempre reinvestir no meu próprio negócio", diz o agora vitorioso Antônio Lima.
A Exbras é hoje a maior empresa do Norte e Nordeste na execução de manutenção industrial em equipamento de combate à incêndio. Com uma clientela formada por 1.500 empresas (Ambev, Campari, Atacadão Extra, Grupo Queiroz Galvão, Pamesa, Moura Dubeaux, Tintas Coral, Unimed, Telemar/Oi, etc), 60% são indústrias de grande porte e 40% são absorvidos pelo setor de varejo.

Atualmente, a cartela de serviços que presta é extensa: manutenção, recarga e teste hidrostático em extintores de incêndio; manutenção, talqueamento e teste hidrostático em mangueira de combate à incêndio; instalação e implantação de rede de incêndio, splinkers, detectores, alarme, iluminação de emergência e pára-raios; revisão mensal em extintores e equipamento de incêndio; manutenção industrial em equipamento de combate à incêndio; treinamento de brigada de incêndio; consultoria e assessoria em sistema de combate à incêndio; entre outros.

Há 25 anos no mercado, a Exbras funcionava numa área com 400 m2 e agora passou a operar num espaço de 6.000 m2, sendo 2.600 m2 de área construída. Segundo Antônio, já existe o projeto de expansão do parque industrial. O novo parque industrial, com equipamentos modernos e com espaço maior, dará condições à empresa de reduzir o tempo consumido na produção pela metade do praticado até então. A nova unidade também possibilitará a expansão da linha de produtos e serviços oferecidos pela empresa. "Temos que expandir a nossa área de atuação para conquistar novos mercados. A nossa ideia é fechar o círculo de produtos e serviços na área de combate à incêndio", conclui Antônio Lima. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pernambuco se mostrando para o mundo

Por Francisco Carneiro da Cunha, diretor da TGI Consultoria e presidente do Conselho Editorial da Algomais, a revista de Pernambuco




Pernambuco é um Estado introspectivo. Muito autocentrado, tem dificuldades históricas de conhecer o mundo e de se fazer conhecido por ele. O célebre slogan da Rádio Jornal, “Pernambuco falando para o mundo”, era mais uma expressão do proverbial sentimento de grandeza tipicamente pernambucano (que se compraz gostosamente em contar a piada de que “o Capibaribe se junta com o Beberibe para formar o Oceano Atlântico”) do que uma postura decidida de propaganda do Estado.

Durante muito tempo este estado de espírito perdurou sem maiores riscos por conta de uma certa proteção que tinha a economia. Antes da atual nova fase de crescimento turbinada pelos investimentos estruturadores (Estaleiro/Refinaria/Petroquímica em Suape e outros), a economia pernambucana viveu sob uma espécie de “redoma” que protegia o Estado das turbulências do mercado global. Agora, não. Para o bem e para o mal, a economia pernambucana definitivamente globalizou-se. Só que isso se dá ainda coadjuvante dessa introspecção ancestral de conhecer o mundo e de se mostrar para ele.

Daí, a grande importância das missões empresariais organizadas pela Fecomércio de Pernambuco ao redor do planeta, em especial para a China, que é onde o jogo bruto do crescimento mundial está acontecendo. Conhecer a China e, tanto quanto possível, se fazer conhecido por ela, tentando realizar negócios nas duas mãos do comércio internacional (importações e exportações) tem sido o principal aprendizado das duas missões ao gigante asiático.

Tive a feliz oportunidade de participar das duas e pude testemunhar o fascinante exercício do conhecer e do se fazer conhecer. Apesar de ter feito inúmeras palestras e escrito diversos artigos sobre a experiência, não tenho receio de dizer que a China é quase indescritível. Tenho, inclusive, recomendado a todos quantos me perguntam, em especial empresários e executivos, que não percam nenhuma oportunidade de conhecer a terra de Mao. Chego hoje mesmo a achar impossível tocar um negócio, qualquer que seja ele, sem dar uma olhada no que está acontecendo por lá.

Portanto, longa vida às missões da Fecomércio e que venham outras à China para que mais e mais pernambucanos tenham a mesma oportunidade que os mais de 200 já tiveram de participar da inesquecível aventura e do aprendizado fascinante de fazer Pernambuco conhecido pelo mundo. Com toda certeza, vamos precisar muito disso no horizonte da próxima geração.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Blog entrevista Fernando Clemente Filho, o mais jovem empresário da missão à China



O jovem empresário Fernando Clemente Filho, advogado formado pela Unicap e estudante de administração de empresas da UFPE, é o primeiro entrevistado do blog, que, a partir de hoje, uma vez na semana, vai trazer o perfil de cada participante da missão, com entrevistas e fotos. A ideia é divulgar o que cada empresário fez na China. Fernandinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, já participa das missões empresariais da Fecomércio há quatro anos - já foi para a China (2007), Índia/Dubai (2008), Angola/África do Sul (2009) e China novamente (2010). Com apenas 24 anos, o empresário já atua na loja dos pais, a Ponto de Promoção (PP), como diretor executivo.

A PP começou, em 1986, com uma pequena loja no Centro da Cidade do Recife vendendo eletrodomésticos e eletrônicos. De lá para cá, a empresa cresceu e, hoje, a rede já comercializa vários tipos de produtos, como telefones celulares e convencionais, artigos de informática, eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e colchões, entre outros. Para o jovem empresário, o crescimento da empresa deve-se ao maior diferencial competitivo da PP, que é o investimento no treinamento de seus colaboradores, além das grandes promoções que realiza com foco no cliente. “Todos os meses, as nossas lojas realizam o PP Liquida, em que produtos de ponta de estoque entram em liquidação com desconto de 30% a 40% abaixo do preço de venda”, disse Fernandinho, ressaltando que, no quesito tecnologia, a PP sai na frente da concorrência com as lojas Ponto Premium, que vendem produtos top de linha - novidades do mundo digital a preços competitivos.

Outro fator que Fernandinho destaca como sendo determinante para o sucesso da rede é o atendimento: “Prezamos por um atendimento diferenciado, prestando suporte de pós-venda ao cliente, a fim de contar com a sua satisfação e ter o retorno do bom funcionamento dos produtos vendidos pela empresa”. Em 2006, a PP fez história em Pernambuco ao praticamente dobrar de tamanho e chegar à marca de 26 lojas. E, em 2010, inaugurou a loja virtual Ponto de Promoção (www.pontodepromocao.com.br), fornecendo produtos para todo o Brasil com o diferencial de parcelamento em 10 vezes sem juros para todos os produtos do site. “Somos os únicos varejistas de Pernambuco a entregar todos os produtos da loja virtual com frete grátis para o Recife e todos os 14 municípios da Região Metropolitana”, finaliza. Nesta entrevista, Fernandinho fala da sua viagem à China. Boa leitura a todos e até a próxima!

Blog Missão China 2010 - Esta já é a segunda vez que você vai à China em uma missão empresarial da Fecomércio para prospectar negócios. Você voltou para retomar os contatos feitos em 2007 ou para fazer novos contatos?

Fernandinho - Eu voltei para abrir novos caminhos e fazer novos contatos, uma vez que o mercado chinês muda muito rapidamente. Dessa vez, visitamos uma das maiores feiras de importação e exportação de todo tipo de negócios do mundo, a Canton Fair, em Cantão. Ou seja, foi um prato cheio para novos negócios.

Blog Missão China 2010 - De 2007 (quando você foi pela primeira vez à China) para cá, que negócios/parcerias você já conseguiu fechar com os empresários chineses?

Fernandinho - O objetivo da primeira vez que visitei a China foi de fazer uma prospecção de negócios, fazer algumas ações pontuais e iniciar nosso plano de ação para nossas importações a longo prazo. Eu precisava conhecer de perto o que realmente é a China. Foi o mais importante para mim nessas viagens.

Blog Missão China 2010 – É fácil negociar com os orientais?

Fernandinho - Já tive contato com empresários chineses, indianos, árabes, americanos e europeus. Acredito que a negociação ocorre a partir do momento em que as duas partes conseguem enxergar uma oportunidade de ganharem dinheiro juntas. Mas, se você observar que os chineses, a todo momento, estão fazendo negócio com o mundo todo, pode-se dizer que é mais prático de fazer negócios com eles, sem dúvidas!

Blog Missão China 2010 - No seu segmento empresarial, os chineses são os melhores parceiros?

Fernandinho - A china está se tornando o fornecedor mundial de eletrodomésticos. Se não houver uma mudança no cenário internacional, os outros países passarão a ser importadores e distribuidores dos produtos chineses...

Blog Missão China 2010 - Essa missão foi mais proveitosa do que a outra?

Fernandinho - O fato de já conhecer como os chineses negociam facilitou nessa segunda vez o contato com os empresários chineses, com certeza. Só em saber como se dá "bom dia" e "obrigado" em mandarim já foi de grande auxílio (risos). Nessa missão, eu já fui com meu objetivo traçado. Já sabia onde deveria ir e quem deveria procurar. Ter um fornecedor de referência na China é algo primordial para que a negociação possa dar certo.

Blog Missão China 2010 – Depois de ter ido duas vezes à China e de já ter tido contato com empresários indianos, árabes e europeus, como você avalia a atual China “capitalista”?

Fernandinho - Como falei anteriormente, a China vai passar a ser, em alguns setores, o maior fornecedor mundial de produtos manufaturados, uma vez que possuem inúmeros fatores para isso. Mão de obra barata, excesso de contingente populacional para o mercado de trabalho e baixo percentual da tributação no PIB são um dos principais motivos que ajudaram a China a dominar o mundo econômico.

Blog Missão China 2010 - Você pretende voltar, mais uma vez, para a China?

Fernandinho - O mercado internacional atual encontra-se favorável para quem deseja trabalhar com importação e exportação. Por isso, é preciso aproveitar o momento e sempre manter contato com os fornecedores para que não se perca nenhuma oportunidade de negócio.

Blog Missão China 2010 – Para você e os seus negócios, qual a importância dessas missões da Fecomércio?

Fernandinho - Além da troca de experiência com os empresários que participam das missões, cada lugar visitado pode se transformar em uma oportunidade de negócios - se bem aproveitado. É preciso estar atento às oportunidade de business.

Presidente da Fecomércio visitou o Escritório de Representação de Pernambuco em Pequim, na China

Durante a missão empresarial que promoveu em outubro à China, o presidente da Fecomércio, Josias Silva de Albuquerque, visitou, no dia 20/10, o Escritório de Representação de Pernambuco em Pequim, capital da China, inaugurado em agosto deste ano. Com o objetivo de promover intercâmbios e cooperações econômicas e culturais entre o Brasil e a China e fomentar o relacionamento entre os povos das duas nações, o escritório de Pequim já é a segunda representação de Pernambuco na China - a Fecomércio inaugurou, em junho de 2007, a primeira representação do Estado no gigante asiático em Xangai. A iniciativa contou com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) e de diversos setores econômicos e institucionais dos dois países. 


O presidente da Fecomércio já planeja oferecer, através do escritório, vários serviços de intermediação de negócios, intercâmbios e cooperações entre a China e Pernambuco, auxiliando os Estados nordestinos a firmarem parceria com as empresas chinesas. "Já fomos procurados por alguns empresários da missão que querem usar o escritório para dar continuidade aos contatos feitos em Pequim. Nosso objetivo é justamente esse: ajudar o nosso empresariado a se firmar na China com segurança e seriedade", afirmou Josias. Os empresários interessados em entrar no mercado chinês, podem fazer contato com o diretor do escritório de Pequim e de Xangai, Gabriel Santos, pelo e-mail gabrielbj@ccibc.com.br ou pelo telefone (8621) 6840 6252. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Grupo Novethal retorna da China com negócios e parcerias na bagagem

                                                          
Foto: Felipe Tenório, diretor comercial do Grupo Novethal
                                                                  
O diretor comercial do Grupo Novethal, Felipe Tenório, retornou da Missão Empresarial Nordeste do Brasil à China, promovida pela Fecomércio em outubro, com a bagagem cheia de parcerias e negócios. A viagem, segundo Felipe, foi bastante proveitosa. "Na Feira de Cantão, fiz contatos com empresas de rodas de alumínio, baterias de carretas e máquinas de refrigerante. A minha ideia é importar esses produtos. Além disso, participei das rodadas de negócios, em Xangai e Cantão, com o objetivo de encontrar parceiros para exportar açúcar e voltei bastante animado com os contatos feitos. Agora, é dar continuidade aos negócios que iniciamos lá", afirmou o diretor.


Mas, para o empresário, a sua participação na missão foi muito mais vantajosa pelos contatos que fez com a comitiva da viagem, formada por 85 empresários de vários segmentos econômicos, presidentes de entidades de classe, jornalistas, políticos, professores da UFPE e consultores de gestão e de comércio exterior. "Com os empresários que participaram da viagem, fechei negócios para o fornecimento de açúcar e logística de transportes. Além disso, um dos empresários da missão está articulando para a minha empresa um grande investimento no Sertão de Pernambuco", disse Felipe, entusiasmado com a rede de relacionamentos que fez na missão. 


O Grupo Novethal é uma das empresas líderes, no Nordeste, em consultoria e planejamento em transportes, suporte e logística, comercialização de açúcar, mel, álcool e empacotamento de açúcar e transportes inter estaduais para todo o Brasil. Há 25 anos no mercado, a empresa conta, hoje, com mais de 600 clientes espalhados por diversos Estados do Norte e do Nordeste (Grupo Schincariol, Coca-Cola, Gerdau Aço Minas, entre outros), além de manter parcerias comerciais com os melhores fornecedores de veículos, equipamentos e acessórios para o transporte de cargas e equipamentos.   

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Fecomércio aproxima ainda mais China e Brasil com missão comercial

Por Karenyna Weiss, gerente de Vendas da ZPMC (karenynaweiss@zpmc.net)



Nunca a China esteve tão próxima do Brasil. Estamos, cada vez mais, perto, apesar da longa distância geográfica. O tamanho dos negócios sendo gerados, a cada dia, entre o Brasil e a China é incrível e, cada vez mais, vemos nossa futura colaboração de uma forma mais clara e objetiva. A China quer ser a grande parceira do Brasil nos ramos de construção civil e óleo e gás e, principalmente, na preparação para a exploração do pré-sal. A China, atualmente, conquista o respeito das empresas brasileiras, querendo aprender os seus passos de crescimento e modos de operação, enquanto, ao mesmo tempo, se coloca à disposição das empresas para fornecer todas as ferramentas necessárias para o seu crescimento, como financiamento, joint ventures e investimento. 

Estamos em um momento de criação do futuro, um futuro baseado na troca entre o Brasil e a China, levando-se em conta que são os dois maiores países dentro do Bric e talvez do mundo. Testemunhamos a construção de um relacionamento duradouro de intercâmbio de oferta e demanda e também de cultura e entrosamento. O tempo é agora e as negociações estão a todo vapor com as empresas brasileiras, cada vez mais conscientes de como interagir com a China e a China cada vez mais interessada em aprender e negociar com as empresas e aprender o jeitinho brasileiro. Foi com grande entusiasmo que a ZPMC recebeu o presidente da Fecomércio-PE e seus representantes em seus shipyards em Xangai e esperamos que esta visita ajude a amadurecer o relacionamento e os negócios entre as empresas chinesas e o Estado de Pernambuco, assim como todo o Brasil.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Missão da Fecomércio-PE fortalece comércio entre a China e Pernambuco

Durante o período de 8 a 24/10, o presidente da Fecomércio-PE, Josias Silva de Albuquerque, liderou a segunda missão empresarial da entidade para a República Popular da China, atualmente o maior parceiro comercial do Brasil, posição antes ocupada pelos Estados Unidos



Em 2009, a China desbancou os Estados Unidos e a Argentina e assumiu a posição de maior parceiro comercial do Brasil, que chegou ao 7º lugar entre os maiores fornecedores da China – em 1999, o país ocupava a 21ª posição com exportações totais de 20,2 bilhões de dólares. De lá para cá, as exportações brasileiras para a China aumentaram em quase 30 vezes. Já as importações cresceram mais de 18 vezes. Mesmo sob os efeitos da crise econômica mundial, as exportações brasileiras continuaram a crescer no ano passado.

A relação comercial do Brasil com a China deu um salto brutal na última década e, em 2009, o país asiático passou a ser o principal parceiro comercial brasileiro – no ano, foram mais de 36 bilhões de dólares em comércio total com a China e cerca de 470 milhões de dólares a mais que o registrado com os Estados Unidos. Diante desse cenário, a Fecomércio-PE retornou, três anos depois, ao gigante asiático no dia 8 de outubro com uma comitiva formada por 85 empresários de diversos setores da economia pernambucana para retomar os contatos feitos na primeira missão empresarial da instituição à China, realizada em junho de 2007. E os resultados têm sido os melhores possíveis. Acompanhando o blog da missão, o leitor terá acesso aos contatos que foram feitos na China e aos negócios que foram fechados com os empresários pernambucanos.

Com o objetivo de fortalecer esse comércio e prospectar novos negócios com o maior mercado consumidor e investidor do mundo, a Fecomércio-PE realizou, nas cidades de Xangai, coração econômico e maior cidade de negócios da China, e de Cantão (Guangzhou), cidade irmã do Recife, um seminário sobre oportunidades de investimentos no Nordeste do Brasil. Para divulgar as potencialidades de Pernambuco e atrair investimentos chineses para o Estado, o seminário promovido no auditório do Hotel Zhongyou, dia 13/10, em Xangai, contou com palestras do consultor Francisco Cunha, sócio-fundador da TGI Consultoria em Gestão, e do superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões, que falou do poder econômico das micros e pequenas empresas brasileiras, enfocando o trabalho do Sebrae em Pernambuco de estímulo à inserção das micros e pequenas empresas no mercado internacional.

Após o seminário, foram realizadas rodadas de negócios e apresentados painéis setoriais dos principais segmentos econômicos do nosso Estado – fruticultura e vinicultura, construção civil e indústria mecânica, metalúrgica e de material elétrico. Os painéis foram apresentados, respectivamente, por Domingos Sávio, vice-prefeito de Petrolina, Alexandre Mirinda, presidente da Ademi-PE, e Girley Brazileiro, do Simmepe. Com um auditório completamente lotado, o seminário contou com a participação de cerca de 450 empresários chineses. Em Cantão, a missão da Fecomércio-PE apresentou as potencialidades de Pernambuco aos empresários chineses que estavam participando de um evento, na noite do dia 17/10, no auditório do luxuoso Shangri-la Hotel, da empresa Made-in-China.com, famoso site chinês cujo objetivo é fornecer os produtos fabricados na China aos compradores do mercado internacional.

O consultor Francisco Cunha fez a palestra para os chineses, destacando os projetos estruturadores do Estado, como a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, o Canal do Sertão, o Polo Farmacoquímico de Goiana, entre outros. Após a palestra, foi apresentado um vídeo sobre Suape em mandarim para uma plateia de quase 600 pessoas. Também foram promovidas rodadas de negócios entre empresários chineses e a delegação de pernambucanos.

FEIRA DE CANTÃO – Ainda em Cantão, a comitiva da missão participou de um dos eventos mais esperados da missão, a Feira de Cantão, considerada a maior feira de importação e de exportação do mundo. Os empresários pernambucanos participaram da feira nos dias 16, 17 e 18/10 e ficaram impressionados com a grandiosidade do evento e, principalmente, com a organização. Como tudo na China, a feira tem dimensões gigantescas.        Desde que foi criada, em 1957, a feira é realizada duas vezes ao ano - em abril e em outubro. “Foi muito proveitoso participar da feira pela grande variedade de expositores, que oferecem milhares de produtos diferentes de todo tipo de segmento, com qualidades e preços competitivos de diferentes regiões da China. Fiz vários contatos e pretendo voltar a falar com eles para fechar algum negócio”, afirmou Alexandre Mirinda, presidente da Ademi-PE e empresário do ramo de construção civil.

EXPO XANGAI 2010 – Outra novidade da missão da Fecomércio-PE este ano foi a participação em um dos maiores eventos internacionais do mundo – a Expo Xangai 2010 -, perdendo apenas para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos. No dia 14/10, os pernambucanos enfrentaram a forte chuva que caía na cidade chinesa e visitaram a feira gigantesca, que reúne 191 países e 50 organizações não-governamentais (ONGs), representados em pavilhões temáticos. O objetivo da maior feira das nações, como é conhecida as Expos, é divulgar o que cada país tem de melhor, através da sua cultura e da sua diversidade de ritmos, cores e sabores. 

Recebidos pela representante da Apex Brasil na feira, Viviane Urnau, os pernambucanos conheceram de perto o Pavilhão do Brasil, de dois mil metros quadrados e todo decorado com temas da fauna e da flora brasileira por fora, com uma estrutura retangular e que lembrava uma floresta com galhos entrelaçados. O verde da estrutura externa destacou a cor da nossa bandeira nacional. Por dentro, vários telões enormes com imagens do nosso país. O Galo da Madrugada estava lá representando Pernambuco e o Recife estava sendo divulgado em imagens de satélite no chão de uma das partes do pavilhão. A feira atraiu por dia cerca de 450 mil pessoas. Uma experiência e tanto para a comitiva da missão, já que o evento só acontece de cinco em cinco anos.

A Fecomércio-PE realiza missões empresariais a países estrangeiros há 14 anos, com apoio do Sebrae-PE e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este ano, contou também com apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), com quem já mantém uma parceria, desde 2007, depois que a entidade inaugurou, em Xangai, um escritório de representação de Pernambuco na China, na primeira missão da Fecomércio-PE ao país asiático.